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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jaula de Ouro para Strauss-Kahn



O político francês mudou-se para uma luxuosa vivenda ao sul de Manhattan enquanto aguarda julgamento

A esposa de DSK alugou uma luxuosa vivenda, ao sul de Manhatan, perto de Robert de Niro, continuando com a mesma empresa de segurança que também garantiu a liberdade de Bernard Madoff .

Strauss-Kahn mudou para uma vivenda de 3 pisos, rodeado de estrelas de cinema devido a um problema de claustrofobia . O aluguer mensal são ''apenas'' 50.000 USD (35.000 euros) e fica resolvido o problema da claustrofobia com um belo terraço, uma sala de cinema, ginásio, 4 salas de banho e 3 quartos, num luxuoso local de N.Y.
DSK tem dois polícias á porta e está vigiado por uma pulseira electrónica e uma empresa de segurança que custa cerca de 140.000 euros por mês.
 
partilhado por Paula AbrEu
em 6/6/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dominique Strauss-Kahn - A verdade escondida


(Encontrei esta publicação na net e achei que era interessante partilhar)

Dominique Strauss Kahn - A verdade Escondida

A rádio, os jornais, a televisão não vos contam a verdade. Sobre qualquer informação faça a seguinte pergunta: "Quem beneficia com isto?". Procure pontos de vista diferentes, pense por si. Agora sim, retome a notícia.

CLUBE BILDERBERG EM ACÇÃO!

É fácil destruir a quem se opõe às suas tácticas financeiras.

Dominique Strauss Kahn foi eliminado por ameaçar a elite financeira mundial.

Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial.

Não vale a pena pronunciar-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história.

O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn?

Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo o grupo do clube Bilderberg, do qual faz parte. Na altura, ele não representava qualquer "perigo" para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias.

Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e à ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização.

Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise "made in America".

O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais "suave" de "ajuda" financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que está tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos.

Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: "Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa".

Era impensável o poder financeiro mundial aceitar um tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema.

Recentemente tinha declarado: "Ainda só fizemos metade do caminho. Temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado".

A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: "A mundialização conseguiu muitos resultados...mas ela também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a "mão invisível" dos mercados se torne num "punho invisível".

Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a a linha vermelha, e como tinha
" telhados de vidro " e " pecados " ,  foi armadilhado e esmagado.''
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O meu comentário:

Não será inocente do crime que cometeu.
Se alguém lhe ''deu a maçã'' e ele a comeu... então realmente cometeu um ''pecado'' e deverá pagar por isso. Um homem com esta história de vida e de carreira nunca se deveria expôr a tentações tão evidentemente perigosas.
Tudo isto é certo... mas também é certo que se tornou num alvo a abater aqui no inferninho onde co-habitamos todos sob a batuta de quem REALMENTE manda.
A ganância e o poder defendidos a todo o custo, sem escrúpulos? Ou apenas a vitória da justiça, que em alguns sítios, ainda é cega?

Paula AbrEu
em 24/5/2011