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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ze Barbosa e Marta. Feeling Kizomba Festival




Expressão.
Podemos exprimir-nos das mais variadas formas. Eu gosto da dança.


Paula AbrEu
Abril 2013


segunda-feira, 15 de abril de 2013

"Sweet Transvestite" - The Rocky Horror Picture Show




The Rocky Horror Picture Show
Sweet Transvestite

Isn't he adorable?????   :)

Go go Franckie!!!!

;) :)

Paula AbrEu
15/4/2013

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ataques de Pânico




Ataques de Pânico


Sinto-me como se tivesse um espírito sentado em cima dos meus ombros. É um espírito pesado que me faz curvar e me magoa sem que ninguém veja. Segura-se á minha cabeça com os dois braços. Um passa por cima dos meus olhos e faz-me ver tudo turvo e ás vezes não ver nada. O outro passa-me pela boca e impede-me de falar nas alturas certas e de dizer as palavras mágicas que resolvem em vez deste silêncio que me sai da alma e ninguém entende. Nem mesmo eu. Por vezes quero me libertar, e ele então, poderoso, muda a posição dos braços e tapa-me o nariz com um, a garganta com outro, e aí passo a ver e a poder falar, mas a falta de ar e a ansiedade impedem-me. Como sei que ninguém vê o espírito gordo em cima dos meus ombros, escondo-me, porque não suporto os outros, não os suporto e tenho pavor que percebam a minha agonia e me façam perguntas. É que nessas alturas nem para fingir que está tudo bem tenho forças. Sinto gritos de ajuda a tentarem sair da minha boca, mas que se esvaem em medos, e o ar que não entra, os gritos que não saem, os olhares dos outros que inquirem sem entender, o desdém, a solidão cada vez mais sufocante onde me escondo... esta tortura que me invade e que aqui explico. 
É isto o pânico.

Paula AbrEu
Em 4/1/2013

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Adoro Café


Adoro Café


Gosto de me sentar na esplanada do Chico aos domingos de manhã.
Sinto o sol a afagar as minhas costas, ouço conversas soltas e fabrico histórias, enquanto aguardo calmamente a chegada do precioso líquido que o Chico me trás.
Passou o João, velho amigo que não via há muito, e atirou:
- ‘Tás boa, miúda?
Acenei-lhe com um sorriso e retorqui:
- Tudo! E tu como vais?
Ele acercou-se e reparou:
- Ainda tens essa saia?? Epá o que eu gostava de te ver essa saia… metia-me sempre contigo quando a usavas… lembras-te? Bons velhos tempos… (deixou escapar com nostalgia)
Lá fiquei a olhar para a saia e a lembrar-me que aquele João de cabelos brancos e meio surdo, era o colega mais giro que tínhamos no trabalho, há uns anos atrás. Muitos anos… mesmo…
Uma espiral de recordações levou-me ao passado repleto de velhos tempos, bons ou maus, trazidos por uma mera saia. Cheguei lá num instante e o meu olhar, agora perdido, não via mais que o João, charmoso e já um pouco grisalho a olhar guloso para a minha saia e a afirmar que me ficava “a matar” e que o podia “matar” a ele se assim me desse vontade. Ele a rir e eu atrapalhada.
Nessa altura já não era só o meu olhar que estava perdido porque deixei de estar na esplanada e fui voar com o meu pensamento. Só voltei, quando felizmente chegou o Chico, com uma chávena de prazer e um sorriso de orelha a orelha, que provocou um igual na minha alma.
Adoro café.

Paula AbrEu
em 21/11/2012